Interesse em fundos do aplicações: lucro da garrafa
Vinho é um prazer e também uma aplicação financeira interessante. Investir em vinhos foi recomendação de alguns experts em 2009. Só que nem todo vinho é um bom investimento.
O parâmetro internacional que define se o vinho serve como investimento é o Index Liv-ex 100 londrino. Outras informações sobre o tema podem ser encontradas no site www.liv-ex.com. Os fundos de vinho vêm crescendo na Inglaterra cada vez mais. Para quem tiver interesse, há outras fontes de informações nessa seara: www.red2-gold.com, www.firstgrowthbordeaux.co.uk ou www.lunzerwineinvestments.com.
O dia 04 de outubro de 2009 foi um dia de recorde para os amantes de vinho. Em um leilão em Hongkong, a Sotheby´s leiloou adegas de colecionadores norteamericanos, atingindo a soma de 7,9 milhões de dólares, 28% sobre o preço esperado! Dois vinhos foram essenciais para o resultado: uma garrafa de seis litros de um Chateau Petrus 1982, que atingiu 93.000 dólares, e uma caixa com uma dúzia de Romanée-Conti 1995, que atingiu 93.077 dólares. Assim, está comprovado que o vinho certo atinge resultados excelentes. Além disso, os impostos extremamente baixos em Hong Kong, tornam o local enquanto mercado para negociações de vinhos, um verdadeiro paraiso.
Na Inglaterra, a tendência de investir em vinhos havia diminuido no ano passado, mas a tendência deve ser crescente.
ROBERT B. PARKER determina os preços
Fundamentalmente, investir em vinhos de qualidade comprovada não é difícil. O fator principal é o nome do vinho e o renome da safra, assim como o conceito dado por Robert B. Parker em seu “Wine Advocate“, que sempre determina as negociações nesse mercado. Se ele atribui mais de 90 pontos ao vinho, o mercado já se interessa, mas só a partir de 95 pontos é que realmente atrai. Um exemplo: o Chateau Lafite 2000 (100 pontos por Parker), passou de 138 Euros para 900 Euros em março de 2009; o Chateau Palmer 2000 (96 pontos) passou de 90 para 165 Euros em 2009. Outros enólogos reconhecidos avaliam os vinhos e também atribuem pontuações, mas a influência é pequena em relação a Parker. Parker dita as regras, mas o faz apenas em relação aos vinhos tintos. Quando Parker pontua os vinhos brancos, os produtores com bons resultados ficam entusiasmados, mas os investidores não investem nos brancos.
OS TRADICIONAIS
De praxe, os investidores procuram os vinhos tradicionais, confiam na qualidade e valor, especialmente os Bordeaux os Burgunder, que têm longa validade. Ao lado desses, também confiam em alguns vinhos tintos espanhóis, como L’Ermita, Pingus e Vega Sicilia, bem como no australiano Grange, assim como algumas raras Champagner. E o vinho de garagem, altamente especulativo, como foi o “Screaming Eagle“, está no momento em baixa. Ainda misturam um pouco de vinhos italianos, alemães e austríacos, mas não investem em vinhos de outros paises. Ainda!
Quem quer investir em vinho deveria ter cerca de 10.000 Euros para distribuir os riscos. Grandes vinhos Bordeaux são vendidos antes do engarrafamento, o que é arriscado, pois a classe da safra e a tendência do preço será fixada em alguns anos. Algumas safras são investimento quase sem risco, como as de 1982, 1989 e 2000. Grandes garrafas são melhores que pequenas, até porque o vinho dura mais. Caixas originais são melhores do que garrafas individuais. Quem vende uma garrafa da caixa, diminui as chances de lucrar com a venda das demais 11 garrafas, mas o prazer de consumir deve valer mais do que lucrar com as garrafas...