Sem etiqueta, experts informam que as garrafas estão em condições de consumo e que devem ser as primeiras Veuve Clicquot produzidas pela Moët & Chandon, nos anos 80 do século XVIII, há 230 anos.
O mergulhador responsável, Christian Ekström, informa que é enorme a probabilidade de que se trata de Veuve Clicquot, dizendo que está em contato com a Moët & Chandon, e que eles confirmam com 98% de certeza de que são mesmo garrafas da Veuve Clicquot, pois há uma âncora impressa na rolha, símbolo que era utilizado apenas por este produtor na época.
Ekström acrescenta: "Segundo nossos arquivos, as garrafas foram produzidas pelo ano de 1780". A produção do Veuve Clicquot teve início em 1772, mas as primeiras garrafas foram disponibilizadas em 1782. "Assim as garrafas datam entre 1782 e 1789, porque, na época da Revolução Francesa, houve uma interrupção da produção." Se for confirmada a data, o recorde mundial da garrafa de champagne consumível mais antiga do mundo ficará superado. Hoje, a mais antiga é uma garrafa da Perrier Jouët do ano de 1825.
As condições para o consumo, tendo em vista a temperatura da água, foram mantidas. Segundo a enóloga Ella Grüssner Cromwell-Morgan, "O vinho é absolutamente maravilhoso, tem ainda bonitas e pequenas bolhas". Ela acredita que se trate de um presente do rei francês Luís XVI aos czares russos, o qual nunca chegou ao destino. Acredita que cada garrafa deve ter o valor de, no mínimo, 53.000 Euros.